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Português Informal
Falar errado não é uma conseqüência exclusiva da falta de conhecimento, esse problema tem sua origem também na comodidade propiciada pelos avanços tecnológicos. Que a língua portuguesa é algo complicado de se entender é verdade, porém a sua forma coloquial pode trazer muitos problemas para a nossa comunicação.
Com a chegada da internet o uso da linguagem informal aumentou, com isso aumentou também a quantidade de gírias, abreviações, neologismos e desprezo com relação á escrita correta. As pessoas, em sua maioria adolescentes, sentem também a necessidade de ser diferente e procuram criar até mesmo um dialeto próprio. O modismo, que também afeta a juventude, é um fator contribuinte para a prática da linguagem coloquial como é o caso das pessoas que se utilizam de “bordões” usados em novelas, seriados e filmes.
Com o desuso da linguagem formal surgem os erros gramaticais que apesar de parecerem insignificantes podem trazer muitos problemas, por exemplo, dizer que alguém é incipiente é dizer que essa pessoa é iniciante em determinada habilidade, já dizer que a pessoa é insipiente, você estará chamando-a de ignorante.
E como fica a imagem de nossa nação com inúmeros relatórios carimbados com a palavra “congreço”, um erro grosseiro e que passou despercebido aos olhos indiferentes de pessoas que mal deviam ler tais documentos.
Vivemos em uma sociedade que sofre a ação constante das revoluções tecnológicas, isso obriga as pessoas a estarem se atualizando a todo momento. O relacionamento entre as nações aumentou devido à globalização, todos os códigos, dados e definições dos sistemas de informática se utilizam de uma linguagem unificada, isso faz com que um idioma alternativo ao materno seja instrumento essencial para a sobrevivência profissional.
Mas somente saber falar duas ou mais línguas é insuficiente, é necessário saber se expressar corretamente em toda e qualquer situação. Ter domínio sobre a linguagem culta de todos os idiomas dos quais se tem conhecimento é muito importante para relações formais, por isso é interessante o seu uso em todos os tipos de comunicação.
Embora pareça complicado se expressar de forma correta, o constante uso da linguagem formal, o hábito da leitura e a busca pelo conhecimento são fatores que ajudam na construção sólida de uma base para o domínio lingüístico e isso consequentemente trará sucesso nas relações pessoais e profissionais.
Escrito por Clóvis Fritzen às 15h40
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Novas Oportunidades
Mesmo com vários setores do trabalho em expansão, talento, determinação e conhecimento nem sempre são suficientes para se conseguir um bom emprego, muitas vezes o que falta é oportunidade, seja para ingressar no mercado de trabalho ou em uma universidade.
Embora alguns mercados, como o imobiliário, estejam em alta, trabalhar formalmente não depende apenas de força de vontade, depende também da obtenção do conhecimento do ensino superior. As melhores universidades públicas são muito concorridas e as particulares não são para todos os poderes aquisitivos. Mesmo com programas para o desenvolvimento da educação como o Prouni, ainda assim a faculdade é um artigo de luxo para poucos.
Em algumas regiões existem vagas para áreas ainda um pouco desconhecidas, como tecnologia da informação e oceanografia, mas não são todas as universidades que possuem esses cursos o que dificulta a inserção de mão-de-obra especializada nesses setores.
A expansão do mercado tecnológico é constante, porém a inclusão digital ainda é um desafio em nosso país e as oportunidades abrangem uma parcela muito pequena da população fazendo com que pessoas do interior se aglomerem cada vez mais nos grandes centros urbanos.
O Brasil é um país enorme e é preciso investir em especialização de universidades menores espalhadas pelo interior, chamar a atenção das pessoas para os setores que estão em alta e dar oportunidades e ajuda financeira para os interessados, afinal não apenas o cidadão necessita trabalhar como o país inteiro necessita de pessoas trabalhando.
Escrito por Clóvis Fritzen às 15h36
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E o Brasil...
Ultimamente não temos visto em noticiários, casos policiais envolvendo “criminosos”, mas sim os próprios policiais, pessoas encarregadas de fazer nossa segurança. A violência instaurou uma nova análise da lei de oferta e procura. A necessidade de policiais para conter o consumo da violência aumentou tanto que o governo brasileiro teve que colocar a disponibilidade pessoas despreparadas para “nos proteger”.
A total falta de consideração para com o povo brasileiro é tanta que pessoas inocentes estão morrendo sem necessariamente estar no meio de um confronto aberto basta apenas parecer suspeito.
A maneira como o cenário político-econômico do Brasil se encontra desestruturado é impressionante. Não temos trabalhadores qualificados e isso inclui até políticos e policiais. Nossa polícia dá o primeiro tiro já no exercício da profissão e o nosso presidente parece não saber nem a diferença de analogia e apologia (ouvi-o dizendo isso em um discurso onde ele procurava comparar duas coisas por meio de uma apologia).
E mais uma vez caímos em um assunto que é, sem dúvida, o ponto mais fraco do Brasil, a Educação. Dentro dos poderes do governo quem não é desinformado é despreparado, e essas duas baixas um bom sistema educacional resolveria facilmente. No mercado de trabalho, por mais que você saiba fazer muito bem alguma coisa, sem diploma não há emprego e o nosso presidente sequer tem diploma de faculdade qualquer.
Curiosamente o nosso país se encontra em desenvolvimento, mas ainda não entendi bem sob qual ângulo estão olhando. A violência, o descaso, a corrupção, negligências e irresponsabilidades de todos os tipos realmente estão em desenvolvimento.
Outra coisa que se encontra em desenvolvimento é a constituição. Enquanto os EUA mantiveram sua constituição durante 200 anos, o Brasil, em vinte, só fez acrescer artigos e emendas. Com uma constituição desse tamanho é muito fácil existir contradições e brechas que livram a cara de quem é privilegiado pela instrução. Quando uma lei não anula a outra, não se encontra definido em bom português e com todas as letras todos os limites que o cidadão não pode infringir. É o jeitinho brasileiro.
O Brasil é o país das reformas, reforma agrária, reforma da previdência, reforma tributária... Até agora nada parece se encaminhar, deve ser por que o presidente quer uma coisa, os senadores querem outra, os ministros outra, enfim, é muita opinião, a política do país tem muitos partidos, pra que tudo isso? Mais uma vez comparo o Brasil com os EUA, lá só existem dois partidos!
Mas assim vamos tocando nossas vidas, e como uma andorinha só não faz verão eu vou tocando a minha também...
Escrito por Clóvis Fritzen às 15h33
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Mais uma questão de reforma política
O que antes nós apenas víamos nos filmes da sessão da tarde se tornou fato nos Estados Unidos, uma senhora deixou praticamente toda sua fortuna para seu cachorro de estimação. Uma atitude como essa é absurda se vista com olhos éticos, afinal dois netos dessa senhora foram prejudicados, sendo deserdados. Mas e o cachorro porque não teria direito?
Entra nesse debate a atenção mais do que especial dada aos bichinhos de estimação por pessoas ricas. Todos os animais, assim como nós humanos, merecem levar uma vida digna, no entanto existem extrapolações nessa dedicação aos animais. Um animal de estimação, dependendo do meio que está inserido na sociedade, leva uma vida muito melhor do que muito ser humano.
Todos nós sabemos que em um mundo com tantas pessoas passando fome, a notícia de que uma herança milionária foi entregue a um cachorro chega a ser um descaso com a humanidade, porém também sabemos que o dinheiro tem dono e cabe a ele decidir o que fazer com cada centavo.
Mas surgem as perguntas: o que o cachorro vai fazer com esse dinheiro? Quem vai administrar a fortuna do cão? Pra quem vai à herança depois que ele morrer? Perguntas lógicas para um assunto absurdo que não deve fazer sentido na cabeça dos políticos estadunidenses.
Algumas leis nesse país, assim como em muitos outros, não possuem serventia nenhuma. Como por exemplo no Alabama é proibido jogar dominó no domingo e é ilegal usar bigode postiço que cause risos na igreja (farei uma matéria para este assunto). O que precisa ser mudado é a política nesse país, mas tal problema tem caráter mundial e as mudanças benéficas tardarão a chegar.
Mas se o governo não faz, as pessoas que possuem um poder de aquisição tão grande poderiam ajudar a sociedade em projetos humanitários sem precisar deixar de lado os cuidados com seus animaizinhos.
Ver no mesmo planeta pessoas diferentes com extremidades na pobreza e na riqueza é desagradável e só mostra o quanto somos mesquinhos. O fato de um cachorro ser mais bem tratado que um ser humano só inclui o fator espécie nas características dessa nossa mesquinhez.
Escrito por Clóvis Fritzen às 15h27
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